domingo, 26 de agosto de 2012

O nosso português


Essa foi uma paródia produzida para uma aula de português, no ano de 2008, pela minha grande amiga Milena Gleice, cujo sou também co-produtor.


O nosso português
(Paródia da música “Já sei Namorar” – Tribalistas)


Eu vou te dizer,
Sobre alguns conceitos do nosso belo português,
Difícil não é,
Se você tem vontade de aprender como é que é.

O menor som da palavra se chama fonema,
Nem sempre corresponde ao número de letras,
As letras então,
Em vogais e consoantes divididas sempre são,
A corrente de ar,
Que passa pela boca um fonema vai formar,
Se há CH, SS, RR um fonema só vai soar.

O dígrafo é,
Um fenômeno linguístico, nunca esqueça o que é,
Se livre o ar passa forma-se a vogal,
Mas se forma barreiras é consonantal,
A semi-vogal,
É um fenômeno produzido bem mais fraco que o normal,
Por isso então,
Sempre está acompanhada da vogal, não é ilusão.

Quando há um grupo de fonemas, pronunciados de uma vez só,
É uma sílaba que foi formada,
Para juntar-se a outras numa palavra.

Abraço do Leo!

Lição de gerações


Na fila do supermercado, o caixa diz uma senhora idosa:

- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis com o ambiente.

A senhora pediu desculpas e disse:

- Não havia essa onda verde no meu tempo.

O empregado respondeu:

- Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com o nosso ambiente.

- Você está certo - responde a velha senhora - nossa geração não se preocupou adequadamente com o ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.

Realmente não nos preocupamos com o ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.

Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.

Mas é verdade: não havia preocupação com o ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?

Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.

Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Afiávamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte.
Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.

Então, não é risível que a atual geração fale tanto em "meio ambiente", mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?

Abraço do Leo!

A química nossa de cada dia


Se pararmos para observar o mundo à nossa volta, iremos nos surpreender com a onipresença da química em nosso dia-a-dia. Desde o pão francês que comemos pela manhã até o creme dental que usamos para escovar os dentes, antes de irmos dormir, ela se encontra presente.

O homem só chegou onde está porque aprendeu a manipular a matéria e suas relações. A química, ciência que estuda as relações entre a matéria, vem sendo explorada pelo homem desde as primeiras gerações. Um exemplo disso é a metalurgia, técnica que se explora e se desenvolve desde a descoberta dos primeiros metais, sendo inclusive um fator de distinção entre períodos da história.

Graças a ela o ser humano pôde melhorar a sua qualidade de vida, dar fim a várias doenças e compreender a formação do universo. É através dos estudos das substâncias que o homem desenvolve remédios e tecnologias revolucionárias e extremamente úteis para a sociedade.

Diante de tantas aplicações possíveis para a química é impossível negar a sua importância para a sociedade. O estudo da química se faz essencial para o progresso, seja na medicina, na biologia ou na indústria. É uma maravilha termos sempre a química nossa de cada dia.

Abraço do Leo!

É possível haver sabedoria inata?


  A sabedoria é algo que na maioria das vezes se adquire, muitas vezes ao longo de anos de experiência, outras vezes ao simples observar dos fatos. Porém existe sim, um conhecimento inato, natural ao próprio homem. Se não houvesses algo assim seria impossível para a humanidade chegar onde chegou.

Pode-se citar como exemplo disso o instinto humano: o que pode explicar uma atitude precisa, rápida, porém “impensada” de um ser humano na tentativa de salvar sua vida? De que outra forma pode-se justificar ações desse tipo, sem conhecimento prévio da pessoa?

E quanto a tantos outros casos de pessoas que, mesmo sem ter o ensino formal à sua disposição conseguem viver com estratégias interessantes, soluções inteligentes para os problemas cotidianos?

Todos os homens possuem um conhecimento nato, que pode ser estimulado ou desativado, dependendo do ambiente físico e psicossocial de onde vive. E muito há de se aprender com pessoas assim, que apesar de todas as dificuldades conseguem desenvolver um conhecimento próprio, adequado à sua realidade e muitas vezes capaz de surpreender o ensino formal.

É esse conhecimento próprio, com suas peculiaridades e curiosidades que fazem da cultura popular algo tão belo e diversificado. E essa cultura, hoje em decadência, precisa ser compreendida, valorizada, enaltecida, uma vez que é a representação legítima do conhecimento do seu povo. E é a partir disso que um povo se mentem vivo. Por que se não há conhecimento pessoal algum, então não há de forma alguma qualquer chance de se sobreviver.

Abraço do Leo!

segunda-feira, 19 de março de 2012

Eu te conheço?


Num julgamento em uma cidade de MG, o Promotor de Justiça chama sua primeira testemunha, uma velhinha de idade bem avançada.

Para começar a construir uma linha de argumentação, o Promotor pergunta à velhinha:

-Dona Genoveva, a senhora me conhece, sabe quem sou eu e o que faço?

- Claro que eu o conheço, Marcos! Eu o conheci bebê. Só chorava, e francamente, você me decepcionou... Você mente, você trai sua mulher, você manipula as pessoas, você espalha boatos e adora fofocas.. Você acha que é influente e respeitado na Cidade, quando na realidade você é apenas um coitado. Nem sabe que a filha esta grávida, e pelo que sei, nem ela sabe quem é o pai. Ah, se eu o conheço! Claro que conheço!

O Promotor fica petrificado, incapaz de acreditar no que estava ouvindo. Ele fica mudo, olhando para o Juiz e para os jurados. Sem saber o que fazer, ele aponta para o advogado de defesa e pergunta à velhinha:

- E o advogado de defesa, a senhora o conhece?

A velhinha responde imediatamente:

- O Robertinho? É Claro que eu o conheço! Desde criancinha. Eu cuidava dele para a Marina, a mãe dele, pois sempre que o pai dele saia, a mãe ia pra algum outro compromisso. E ele também me decepcionou. É preguiçoso, puritano, alcoólatra e sempre quer dar lição de moral nos outros sem ter nenhuma para ele. Ele não      tem nenhum amigo e ainda conseguiu perder quase todos os 4 processos em que atuou. Além de ser traído pela mulher com o mecânico... com o mecânico!

Neste momento, o Juiz pede que a senhora fique em silêncio, chama o promotor e o advogado perto dele, se debruça na bancada e fala baixinho aos dois:

- Se algum de vocês perguntar a esta velha filha... se ela me conhece, vai sair desta sala preso! Fui claro?!

Abraço do Leo!

quinta-feira, 1 de março de 2012

O mineirim e o burrico empacado

Ia um minerinm montado em seu burro e numa determinada altura o burro empacou!

Disse então o minerin:

- Esse burro fidaputa impacô e eu é que vô levá essa carga toda sozim nas costa? Vô nada! Vô é fala cô mecânico, causdiquê si ele sabi fazê carro andá, intonse deve sabe fazê burro andá tumem.

E dirigiu-se a uma oficina próxima, onde falou pro mecânico:

- Ô Sinhô mecânico! Meu burro parô, impacô i priciso di ajuda.

O mecânico respondeu:

- Minerin, eu vou te dar dois supositórios: um de pimenta-de-cheiro e outro de malagueta. Você mete o primeiro supositório no tóba do burro. Se mesmo assim ele não andar, você mete o de malagueta. Mas cuidado que ele pode acelerar demais...

-Tá bem seu mecânico, eu vou segui seus conseio...

No outro dia o mecânico encontra o mineirinho e pergunta:

- Então minerin, o burro andou?

- Se andô?!?! Putisquipariu, eu pus o primeiro supositório no cú do burro... E se não boto o de malagueta no meu, nunca mais que eu pegava o bicho!

Abraço do Leo!